Carlos assusta Robinson

Por Rubens Lemos

Em política existe o desejável e a crueza real.

O sonho:

O governador disputará reeleição amplificado pelos notáveis índices da segurança pública, estilo Noruega, pela saúde padrão Hospital Sirio-Libanês e Incor(SP) . E pelos pagamentos antecipados em dois meses que vem fazendo ao funcionalismo.

Nem precisa explicar que está tudo ao avesso do avesso do avesso. Movimentos surgem para espantar o que o próprio governo sabe ser o principal adversário: o prefeito Carlos Eduardo.

O real:

Será candidato para não perder foro privilegiado nas pendengas judiciais em desdobramentos das doações da JBS e – muito mais cavernoso prosseguir da Operação Dama de Espada, na qual a ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa, Ritinha Reinaldo, o acusa de uma mesada de R$ 100 mil. Durante sete anos.

Numa investigação federal, governador e aspones têm idêntica importância para os frios e elétricos agentes da Polícia Federal. Nenhuma.

Correm 15 dias para a defesa. Depois, o relator no STJ analisa se torna o governador réu, como quer o MP. Aí….

O tabuleiro gira e Fátima Bezerra passa a ser a incensada. O importante nas hostes governadoricas que não governam é encontrar um jeito de evitar a bola 7 na boca da caçapa: Carlos Eduardo, prefeito de Natal para governador.

A ordem é tão expressa que derrapa no cumprimento em pesquisas que dão ao prefeito índices de vereador de Cabaceiras, distrito de canto nenhum.

Se o pau canta com Carlos, Robinson, Fátima e o (ainda) desembargador Cláudio Santos, o atual governador, que na pesquisa ostenta 82% de reprovação e 63% de ruim e péssimo na avaliação administrativa, não se aventuraria sequer em Monte Alegre, sua terra sentimental.

Carlos – que nem diz nem não diz se será candidato – assusta Robinson e seus metais.

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